O Domingo: 16º Domingo do Tempo Comum

Liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum

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[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_tta_tabs active_section=”1″][vc_tta_section title=”1ª Leitura” tab_id=”1620746022657-fc102e11-ad02″][vc_column_text]

Leitura do Livro do Profeta Jeremias (Jr 23,1-6):

“Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem, diz o Senhor!

Deste modo, isto diz o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes o meu rebanho, e o afugentastes e não cuidastes dele; eis que irei verificar isso entre vós e castigar a malícia de vossas ações, diz o Senhor.

E eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde foram expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão.

Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem; não sofrerão mais o medo e a angústia, nenhuma delas se perderá, diz o Senhor.

Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra.

Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’”.

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Salmo – Sl 22,1-3a.3b-4.5.6 (R. 1.6a)

R.O Senhor é o pastor que me conduz:
felicidade e todo bem hão de seguir-me!

1O Senhor é o pastor que me conduz;*
não me falta coisa alguma.
2Pelos prados e campinas verdejantes*
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,*
3e restaura as minhas forças.R.

3bEle me guia no caminho mais seguro,*
pela honra do seu nome.
4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,*
nenhum mal eu temerei;
estais comigo com bastão e com cajado;*
eles me dão a segurança!R.

5Preparais à minha frente uma mesa,*
bem à vista do inimigo,
e com óleo vós ungis minha cabeça;*
o meu cálice transborda.R.

6Felicidade e todo bem hão de seguir-me*
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor, habitarei*
pelos tempos infinitos.R.

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Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (Ef 2,13-18):

Irmãos: Agora, em Jesus Cristo, vós, que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. Ele, de fato, é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade.

Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos. Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em si um só homem novo, estabelecendo a paz.

Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade.

Ele veio anunciar a paz a vós, que estáveis longe, e a paz aos que estavam próximos. É graças a ele que uns e outros, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai.

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Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos (Mc 6,30-34)

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.

Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.

Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.

Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

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Reflexão

O Evangelho de hoje conta que os 12 apóstolos, voltando da sua missão, provavelmente eufóricos, fizeram o relatório de tudo o que eles haviam feito e ensinado. Jesus os convida agora a fazer um RETIRO num lugar deserto e afastado das multidões para descansar e rezar. Mas acontece que a multidão não os deixa em paz. As pessoas acorreram pela margem e chegaram antes que a barca dos apóstolos chegasse. Aí Jesus teve compaixão daquela gente pois eram como ovelhas sem pastor: gente desorganizada, carente de tudo, abandonada espiritualmente e materialmente. Numa situação dessas o retiro acabou antes de poder começar. Não haverá descanso, nem contemplação. Jesus queria ficar a sós com seus apóstolos e gozar de algum momento de intimidade espiritual com seus doze amigos. Mas fazer o quê! Há tanta gente sedenta de felicidade e sedenta da Palavra de Deusa. Então Jesus começou a ensiná-los muitas coisas.

A figura do pastor é clássica na vida do povo de Israel. Ao Sul, reino de Judá, a região é montanhosa e bastante seca. O povo está sendo ameaçado pelos poderes vizinhos. Os líderes religiosos são comparados a pastores irresponsáveis que não cuidaram das pessoas deixando-as dispersas. Jeremias está consciente de que os líderes religiosos não foram à altura da sua função, e sabe que Deus enviará um novo chefe. Ele será um descendente do rei Davi. Ele será um rei-pastor, ou melhor dizer um Messias Pastor, prometido para fazer reinar a justiça e o direito em toda a terra. Nós, cristãos já identificamos esse Messias em Jesus que vem para fazer a unidade dos povos. Terá como nome “Senhor, nossa Justiça”.

Meus irmãos, hoje ainda existem pregadores famosos que reúnem multidões. Porém, as multidões são muito mais atraídas por cantores e cantoras populares. E esses artistas cantam não porque têm pena do povo, mas muito mais para se promover ganhando mais fama ainda. Jesus não se importa em ficar famoso. Jesus quer reunir as pessoas em grupos, formar pequenas e maiores comunidades – eis o papel do pastor! São Paulo, na carta aos Efésios escreveu: “Do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade”. Foi o lema da Campanha da Fraternidade.

Comunidade tem sua origem da palavra ‘com’ junto com a palavra ‘munus’ cuja tradução é ‘com tarefas’. Portanto, uma comunidade tem aspecto de um mutirão de pessoas reunidas para um projeto comum ou por um mesmo ideal. Uma comunidade é bem diferente de uma multidão. Numa comunidade, as pessoas reúnem-se porque têm um interesse comum. Antes de mais nada elas fazem uma unidade. Nela, as pessoas se conhecem e se ajudam mutuamente, têm uma meta comum, criam amizade entre si, são solidárias, têm uma mesma fé.

Geralmente numa multidão as pessoas não têm outra coisa em comum além do próprio gosto de estarem juntos, ouvir as ondas do mar, tomar sol ou descansar.  Pense num mutirão de construção, ou ainda de uma equipe de festa, de um grupo de oração, do grupo dos Vicentinos, no grupo do ‘Apostolado da Oração’, (mutirão de rezadores), e das equipes de pastoral de uma paróquia…

A palavra ‘Igreja’ traduz-se por ‘Congregação’. O essencial de uma congregação religiosa é a vida comunitária. A Liturgia da Missa, por exemplo, é uma celebração comunitária oficial da Igreja. Perde sentido um padre rezar Missa sozinho num cantinho do templo. Numa comunidade eclesial deve existir uma união baseada em dois pilares: ORAÇÃO E AÇÃO, que num mosteiro diz-se ‘Ora et Labora’. Dois atos principais da vida dos monges. Quer dizer: orar juntos e trabalhar para o bem comum. Um religioso fazendo sua própria vida conforme seus gostos, com o tempo não terá mais vínculo com sua congregação. A Igreja é chamada Corpo de Cristo, Jesus cabeça, cristãos membros. Aquele cristão que não ora decapita o Corpo de Cristo, enquanto aquele que não age mutila o Corpo. Precisamos realizar sempre as duas coisas: orar e fazer. Somos salvos em cachos. Ninguém se salva sozinho. Uma comunidade viva é sustentada da fé das pessoas presentes.


 Pe. Lourenço, CSC

 

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