11 anos da Canonização de Santo André Bessette, CSC

Santo André Bessette, CSC ou Santo Irmão André, como é conhecido por muitos, foi canonizado no dia 17 de outubro de 2010. É o primeiro santo da Congregação de Santa Cruz reconhecido oficialmente pela Igreja. Nós, aqui no Distrito do Brasil, tivemos a honra de poder celebrar a nosso Irmão com uma linda Celebração Eucaristica de Ação de Graças pelo 11º Aniversário de sua canonização.

A celebração foi realizada na capela do Colégio Notre Dame em Campinas, presidida pelo Padre Marco Antônio Amstalden, (diocesano) pároco da Paróquia de Sant’Ana em Sousas, distrito de Campinas, na qual a Congregação de Santa Cruz se faz presente com sua missão evangelizadora e educacional a mais de 60 anos. Devido aos cuidados e obedecendo ao protocolo contra a COVID-19, a cerimônia contou com a presença e participação de aproximadamente 150 fiéis. Entre estes, estavam presentes colaboradores da Mantenedora e também pais, alunos e colaboradores do Colégio Notre Dame.

A liturgia foi preparada e animada pelos Religiosos da Congregação de Santa Cruz que testemunham com as próprias vidas a alegria do seguimento ao Senhor e a certeza de fé, de que do céu, Santo André Bessette, CSC intercede por seus confrades na Congregação e por todos seus devotos ao redor do mundo.

Que possamos ver na pessoa de Santo André Bessette, CSC a imagem de alguém que disse Sim a Deus e ao seu projeto vocacional para sua vida. Nosso Santo Irmão é modelo, para nós, de religioso que perseverou até o final. Peçamos a Deus a graça de, assim como Santo André Bessette, ser fiel a nossa vocação.




José Soares (Júnior), CSC – Orientador da Pastoral CDN

 

Artigo (3/4): 1 ano de Fratelli Tutti, por Rivaldo Oliveira

III – A Comunidade Mundial no acolhimento ao imigrante

Continuação da nossa série de artigos sobre a Carta Encíclica Fratelli Tutti (veja a última edição clicando aqui):

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Em vários países subdesenvolvidos falta trabalho estável e condições dignas de sobrevivência para homens e mulheres, imagens e semelhança do próprio Deus. Ademais, lhes faltam alimento, remédio, moradia e terra para cultivo. Neste sentido o Santo Padre Francisco adverte que:

Muitas vezes, constata-se que, de fato, os diretos humanos não são iguais para todos. O respeito a esses diretos ‘é condição preliminar para o próprio progresso econômico e social de um país. […]. Mas, observando com atenção aas nossas sociedades contemporâneas, nos deparamos com numerosas contradições que nos induzem a perguntar se realmente a igual dignidade de todos os seres humanos (FT 22). 

A economia mundial avança com suas leis excludentes do mercado monetário. O progresso, o desenvolvimento e a riqueza se encontram nas mãos de poucos. Pouquíssimos têm acesso a esta prosperidade que o mercado financeiro proporciona enquanto a maior parte da população mundial padece faltando-lhes o essencial para sobreviver, os recursos básicos que lhes garantem uma vida digna. Posto isto, o Vigário de Cristo nos diz em sua mais recente Encíclica que:

É verdade que uma tragédia global como à pandemia da Covid-19 despertou, por algum tempo, a consciência de sermos uma comunidade mundial que viaja no mesmo barco, em que o mal de um prejudica a todos. Recordamo-nos de que ninguém se salva sozinho, de que só é possível salvar-se juntos. ‘Tempestade – dizia eu – desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades (FT 32).

Outra temática significativa para o Santo Padre e que ele novamente lança luz sobre esta ótica na Fratelli Tutti é o tema das migrações em massas e as consequências da falta de políticas de acolhimento aos migrantes. Vivemos em uma guerra pandêmica da migração sem limites. Milhares de homens e mulheres deixam os países de origem e a sua pátria natal para tentar a vida em outro país, fugindo da fome, da guerra e de outras problemáticas sociais que assolam os seus lares.

Infelizmente, muitos destes nossos irmãos não são aceitos nos países em que almejam a construção de um novo capítulo de suas vidas. Estes países, mesmo vivenciando o apogeu de grandes desenvolvimentos econômicos, criam barreiras de impedimentos para que migrantes e estrangeiros não sejam acolhidos e aceitos em seu território. Percebemos com isto uma grande incongruência: se por um lado desenvolveram-se financeiramente, por outro falta-se desenvolver humanamente para acolher o outro; o necessitado; o estrangeiro. Acerca disto o Bispo de Roma destaca que:

Tanto na propaganda de alguns regimes políticos populistas como na leitura de abordagens econômico-liberais, defende-se que é preciso evitar, a todo custo, a chegada de pessoas migrantes. Simultaneamente, argumenta-se que convém limitar a ajuda aos países pobres, para que cheguem ao ‘fundo do poço’ e decidam adotar medidas de austeridade. Não se dão conta de que, por trás dessas afirmações abstratas e difíceis de sustentar, há muitas vidas dilaceradas. Muitos fogem da guerra, de perseguições, de catástrofes naturais (FT 37).  

Bibliografia: FRANCISCO, PAPA. Carta encíclica Fratelli tutti. Sobre a fraternidade e a amizade social (FT). Roma: Librería Editrice Vaticana, 2020.


Rivaldo Oliveira, CSC

Artigo (2/4): 1 ano de Fratelli Tutti, por Rivaldo Oliveira

II – O Homem Contemporâneo individualista, egoísta e narcisista

Continuação da nossa série de artigos sobre a Carta Encíclica Fratelli Tutti (veja a última edição clicando aqui):

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O mundo está se tornando cada vez mais uma ilha devido a luta de interesses e o desenvolvimento tecnológico avança assustadoramente. O ser humano contemporâneo ou secularizado está cada vez mais individualista, egoísta e narcisista. 

Percebe-se que o homem contemporâneo vivencia uma grande contradição em si mesmo. Se por um lado ele avança cada vez mais em suas tecnologias de pesquisa e em sua racionalidade, no qual poucos prosperam financeiramente, nota-se, entretanto que o ser humano tem muito ainda o que avançar no que tange às relações fraternas, consciência do bem comum, responsabilidade em desenvolver meios e mecanismos de proteções ao meio ambiente e a nossa Casa Comum.

Neste aspecto, o Papa Francisco escreve sabiamente estas palavras de alerta:

A tecnologia avança continuamente, mas ‘como seria bom se, ao aumento das inovações cientificas e tecnológicas, correspondessem também uma equidade e uma inclusão social cada vez maiores! Como seria bom se, enquanto descobrimos novos planetas longínquos, também descobríssemos as necessidades do irmão e da irmã que orbita, ao nosso redor! ’ (FT 31).

Proficuamente, se faz necessário políticas públicas que visem projetos de uma economia integral, isto é, sem destruir e contaminar o meio ambiente e o lugar por excelência onde habitamos, o nosso planeta terra. De fato, com a exploração dos recursos naturais, bens como, águas e outros recursos minerais são afetados e, como consequência desta falta de cuidado e zelo pelo meio ambiente, as pessoas os mais vulneráveis socialmente são as que mais sofrem com esta destruição ambiciosa dos grandes.

Em consonância a isto, adverte-nos o Sumo Pontífice na Carta Encíclica sobre a fraternidade e a amizade social:

Cuidar do mundo que nos rodeia e sustenta significa cuidar de nós mesmos. Mas precisamos nos construir como um ‘nós’ que habita a Casa Comum. Tal cuidado não interessa aos poderes econômicos que necessitam de um ganho rápido. Frequentemente as vozes que se levantam em defesa do meio ambiente são silenciadas ou ridicularizadas, disfarçando de racionalidade o que não passa de interesses particulares (FT 17). 

Neste aspecto, o espírito da competição e a insaciável ambição dos grandes pelos seus próprios interesses individuais sobrepõem ao cuidado e à consciência responsável em zelar pelo bem comum. De fato, a ambição do ser humano leva muitos a atitudes escravocratas em pleno século XXI, no qual percebemos que os que mais estão suscetíveis a esta exploração exacerbada são os idosos, os negros, as crianças e os imigrantes, classes de pessoas que mais sofrem com a mentalidade de exploração sem limites.

Neste sentido, o Papa Francisco ressalta o quanto o sistema capitalista está permeado e fomenta nas pessoas a mentalidade da cultura do descarte; da indiferença frente ao outro; da ganância desenfreada; do consumo sem limites e da destruição da Casa Comum, levando-nos a uma “seleção que favorece um setor humano digno de viver sem limites. No fundo, as pessoas já não são vistas como um valor primário a respeitar e cuidar, especialmente se são pobres ou deficientes” (FT 18). “E, assim, o medo nos priva do desejo e da capacidade de encontrar o outro (FT. n. 41).



Bibliografia: FRANCISCO, PAPA. Carta encíclica Fratelli tutti. Sobre a fraternidade e a amizade social (FT). Roma: Librería Editrice Vaticana, 2020.


Rivaldo Oliveira, CSC



Artigo (parte 1): 1 ano de Fratelli Tutti, por Rivaldo Oliveira

1 ano de Fratelli Tutti, a Encíclica social do Papa Francisco

Acesse a parte 2 / parte 3 / parte 4


Há um ano, o Papa Francisco publicava a Carta Encíclica Fratelli Tutti, sobre fraternidade e amizade social. Em comemoração à promulgação da carta, ao longo de outubro, você encontra, no site da Congregação de Santa Cruz, um artigo, dividido em quatro partes, produzido com base na terceira encíclica do Santo Padre, que busca aprofundar alguns pontos relevantes da Fratelli Tutti como a fraternidade universal, a economia, o trabalho e a opção evangélica pelos mais pobres.

“Com efeito, São Francisco, que se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eram de sua própria carne. Semeou paz por toda a parte e andou junto dos pobres, abandonados, doentes, descartados, enfim, dos últimos” (FT 2).

Nesta Encíclica, o Papa Francisco apresenta um diagnóstico de algumas tendências do mundo atual que dificultam a fraternidade universal e o Bem Comum. Ele reconhece que houve avanços na sociedade, como por exemplo a União dos países Europeus, o avanço para superar a divisão e o diálogo pela paz, bem como o fim das guerras em alguns países.

Mesmo havendo tais avanços, o Pontífice evidencia que infelizmente houve algumas regressões na história da humanidade como, por exemplo, à volta a estruturas ideológicas de forte patriotismo, o conservadorismo exacerbado por uma parcela da sociedade, a ganância do homem sobre o homem e a consequente exploração demasiada dos recursos naturais, isto é, da nossa Casa Comum. Eis o que Francisco nos diz:

A história dá sinais de regressão. Reacendem-se conflitos anacrônicos que se consideravam superados, ressurgem nacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos. Em vários países, certa noção de unidade do povo e da nação, penetrada por diferentes ideologias, cria novas formas de egoísmo e de perda de sentido social mascarada por uma suposta defesa dos interesses nacionais (FT 11).  

Na presente Encíclica o Santo Padre aborda determinados temas de suma importância para o homem contemporâneo, elementos como a economia, a política de mercado, o trabalho e suas nuances, assim como as consequências de tais temáticas e suas respectivas responsabilidades para a formação e construção de um mundo mais humano e igualitário.

Percebemos em relação ao quesito economia que houve um grande apogeu no desenvolvimento econômico, sobretudo os países de Primeiro Mundo no qual houve um enriquecimento explícito nas últimas décadas. Porém, não houve um crescimento econômico integral amplo que contemplasse a todos, isto é, um crescimento que vise à partilha e a divisão dos bens comuns numa perspectiva universal no qual todos possuem direitos iguais para receber os benefícios proporcionados por este grande desenvolvimento.

A este respeito, o Romano Pontífice, denuncia:

O mundo avança implacavelmente para uma economia que, utilizando os progressos tecnológicos, procurava reduzir os ‘custos humanos’; e alguns pretendem fazer-nos crer que era suficiente a liberdade de mercado para garantir tudo (FT 33).

Neste âmbito, uma imensa parcela da população mundial vive em extrema pobreza ou em condições sub-humanas, mesmo com todas as novas tecnologias que favorecem as condições de subsistência ao ser humano. Enquanto o mercado financeiro cresce cada vez mais e uma pequena parcela de grandes empresários e latifundiários fica cada vez mais rica, a maior parte da população fica à deriva; à margem deste progresso, aumentando assim cada vez mais a pobreza sistêmica.

Atualmente boa parte da população continua sem vez e sem voz; o número de empobrecidos aumentou assustadoramente sob o peso e as consequências da crise pandêmica que assola esta segunda década do Novo Milênio. Atento a esta realidade o Papa Francisco escreve exortando a todos em relação à economia de mercado:

‘Abrir-se ao mundo’ é uma expressão de que, hoje, se apropriaram a economia e as finanças. Refere-se exclusivamente à abertura aos interesses estrangeiros ou à liberdade dos poderes econômicos para investir sem entraves nem complicações em todo os países. Os conflitos locais e o desinteresse pelo bem comum são instrumentalizados pela economia global para impor um modelo cultual único. Essa cultura unifica mundo, mas divide as pessoas e as nações, porque ‘a sociedade cada vez mais globalizada tornamo-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos’ (CV, N.19).  […] em contrapartida aumentam os mercados, nos quais as pessoas desempenham funções de consumidores ou de espectadores (FT 12). 


Bibliografia: FRANCISCO, PAPA. Carta encíclica Fratelli tutti. Sobre a fraternidade e a amizade social (FT). Roma: Librería Editrice Vaticana, 2020.


Rivaldo Oliveira, CSC

69º aniversário: Colégio Santa Cruz

15 de setembro: Tempo de celebrar a vida e a história do Colégio Santa Cruz, que, nesta data, alcança seu 69º aniversário, retomando uma trajetória que nos traz orgulho e alegria.

Retomar essa história de conquistas é fazer memória e agradecer àqueles missionários de Santa Cruz, vindos das longínquas terras canadenses, por cuja iniciativa e por obra e graça de Deus, fundaram o Colégio Santa Cruz, em São Paulo. É também lembrar outros religiosos e leigos que, com seu trabalho e perseverança, ao longo de 69 anos, não se furtaram a contribuir para o engrandecimento da instituição, que se destaca por sua proposta pedagógica-pastoral e se afirma por seu traço essencialmente humanista, visando à formação de cidadãos críticos, atuantes, responsáveis e comprometidos com a ação transformadora. Desse modo, inspirados em nosso Fundador, Padre Basílio Moreau, permanecemos no propósito de participarmos da construção de uma sociedade ética e moralmente qualificada, assim reafirmando a centralidade da educação e de seu papel em nossa Missão. Recorremos, ainda, à nossa padroeira e intercessora- a Senhora das Dores, para que ela, junto ao Pai, nos fortaleça em nossos compromissos junto à família universal. Façamo-nos presentes, educadores de Santa Cruz que todos somos, exercendo nosso protagonismo na venturosa tarefa de formar mentes e corações.

 Ir. Ronaldo Almeida, CSC

Pe. José Paim: Memória de Nossa Senhora das Dores

Estamos próximos da memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores, celebrada todos os anos em 15 de setembro, subsequente à Festa da Exaltação de Santa Cruz. À memória de Nossa Senhora das Dores une-se a Sexta-feira de Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, dia em que ele se entregou ao Pai pela humanidade e nos salvou do pecado e da morte. Na Sexta-feira da Semana Santa nos unimos aos padecimentos da Virgem Maria, aquela que na hora da morte de Jesus Cristo se unia de modo ímpar e ele, pronunciando o seu sim no silêncio do coração, ainda que trespassado pela dor de vê-Lo morrer na cruz, aceitando com ele o cumprimento da vontade do Pai em obediência total e filial, que aponta para a vitória genuína que destrói o mal e a morte.

Dos padecimentos da Virgem, a piedade popular colheu o que hoje muitos conhecem e rezam como as “sete dores” de Maria. A primeira dor está ligada à profecia de Simeão a respeito da espada que trespassará o coração de Maria (cf. Lc 2,35); a segunda dor no recorda a fuga de José e Maria com Jesus para o Egito (cf. Mt 2,13-23); a terceira dor, lembra os três dias que Maria e José procuram Jesus e o reencontram no Templo (cf. Lc 2,41-50; a quarta dor, nos reporta ao encontro de Maria com Jesus indo para o Calvário (cf. Jo 19,25); a quinta, a sexta e a sétima dores nos levam a contemplar os últimos momentos de Jesus Cristo e sua agonia final, isto é, a morte de Nosso Senhor, sua descida da cruz e seu sepultamento. Nestes últimos momentos da existência terrena do Filho, a Mãe permaneceu, como em toda sua vida, unida a ele. Faz-nos bem, especialmente em tempos difíceis e de provação, como os dias atuais, meditar a vida do Filho na companhia de Nossa Senhora.   

O que está recolhido na piedade popular é fruto do que a Igreja medita em Maria, à luz das Sagradas Escrituras e da Tradição da Igreja, sobre o seu mistério materno divino, de mãe e figura da Igreja, que pode ser visto por nós em Jo 19,25-27, evangelho lido na liturgia da memória de Nossa Senhora das Dores e posteriormente no n. 63 da Lumem Gentium, documento do Concílio Vaticano II.

No quarto evangelho, Nossa Senhora é mencionada duas vezes e em dois momentos altos da vida de Jesus Cristo. A primeira no início do ministério público de Jesus, nas bodas em Caná da Galileia (cf. Jo 2,1-11) e a segunda no fim da vida pública dele, na hora de sua crucificação (cf. Jo 19,25-27). Entre uma cena e outra é possível ver paralelismos que nos possibilitam entender a participação íntima de Maria na vida de Jesus Cristo, o que reforça para nós o dom de sua maternidade divina e sua missão como Mãe da Igreja e nossa Mãe, ela que continua a nos acompanhar com sua intercessão maternal em nossas dores e dificuldades diárias.

Em Caná, Maria é mencionada por João como a mãe de Jesus e o Filho a chama de mulher. Como mãe, atenta às necessidades da comunidade, no vinho que veio a faltar, ela pede a Jesus e mostra o Filho aos serventes para que a abundância da alegria de Deus se manifestasse na vida do Israel crente. Claro que o relato aponta para a revelação de Jesus como o Esposo da comunidade reunida esperando o seu Senhor, mas também podemos ver aqui a participação de Nossa Senhora na antecipação da hora do Filho em favor da humanidade carente de dignidade, pecadora, privada de amor, tentada ao desânimo.

Na consumação da vida terrena de Jesus, Maria é novamente referenciada pelo evangelista como a mãe de Jesus e mais uma vez o Filho a chama de mulher e também de mãe quando a entrega ao discípulo amado. O gesto de Jesus de entregar Maria por mãe ao discípulo amado não é mera piedade filial, mas aponta para algo maior, isto é, para a missão dela como Mãe da Igreja, nascida ali na sua morte e ressurreição e por consequência, como nossa mãe. Assim como o Pai revelou o seu amor pelo Filho (cf. Mt 3,17; Mc 9,2-13), Jesus Cristo na chegada de sua hora testemunha o seu amor pela Mãe, aquela que em tudo o agradou. Tudo que Maria viveu, fez e disse foi em perfeita união com Jesus Cristo, inclusive desde a concepção do Verbo divino no seu seio virginal, até o calvário, quando a união da Virgem de Nazaré com seu Filho alcança seu apogeu.

Nesse sentido, lê-se na Lumen Gentium: “Pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem intimamente ligada, à Igreja: a Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava S. Ambrósio” (n. 63).

Porque Nossa Senhora esteve em toda sua vida unida a Jesus Cristo, também no sofrimento dele na cruz, ela participa ativamente em nossas vidas, nas dores da humanidade, na vida dos que padecem e nos ensina que as dores do tempo presente não se encerram em si mesmas, mas tem seu sentido pleno no mistério pascal de Jesus Cristo, na oferta generosa de sua vida ao Pai por nós.

Ao fazer memória de Nossa Senhora das Dores peçamos que o Senhor reavive em nós a firmeza da fé e da esperança a fim de vivermos em tudo unidos a Jesus Cristo. Peçamos também a Deus, à semelhança de Maria, a graça da sensibilidade, da compaixão e da proximidade nossa aos seres humanos que mais sofrem nos dias atuais. Pensemos, por exemplo, em tantas mães que, a exemplo de Nossa Senhora, perdem seus filhos de modo brutal, neste mundo de tanta violência; pensemos em tantas formas de preconceitos e exclusão que matam e destroem; pensemos nas famílias que perderam seus entes queridos neste tempo de pandemia e peçamos ao Senhor que nos dê a graça de aprender com Nossa Senhora a permanecer unidos a Jesus Cristo e de participar ativamente na vida dos que sofrem.

Agradeçamos também a Deus por ter inspirado o Beato Basílio Moreau para a fundação da Congregação de Santa Cruz e por nos ter dado Nossa Senhora das Dores como nossa Padroeira. Deus conceda a todos nós, religiosos em Santa Cruz, a graça de renovar nossa vocação e nos comprometer com a missão de anunciar ao mundo que a Cruz de Cristo é nossa única esperança, de formar mentes e corações para Deus e para a sociedade e de, como Nossa Senhora das Dores, nos fazer presentes na vida das pessoas, especialmente dos mais necessitados, de colaborar ativamente na construção e um mundo melhor, mais justo e fraterno. Por fim, que o Senhor envie à Igreja e à Congregação de Santa Cruz jovens que queiram doar suas vidas para o serviço do Evangelho.

Nossa Senhora das Dores!

Rogai por nós!


Pe. José Paim, CSC

Congregação de Santa Cruz recebe certificação do Great Place to Work Brasil

A Mantenedora, junto de seus colégios e entidades, recebe o certificado por boas práticas na gestão de pessoas

A Congregação de Santa Cruz, junto de seus colégios e entidades, recebeu a certificação do Instituto Great Place to Work Brasil por suas boas práticas em Gestão de Pessoas. O reconhecimento é fruto de um trabalho que vem sendo realizado há alguns anos dentro da Mantenedora e foi atestado após pesquisa interna realizada com colaboradores de todas as unidades mantidas pela Congregação.

A Pesquisa de Clima Organizacional de 2021, realizada no mês de junho, contou com a participação de todo o corpo de trabalho da Mantenedora, dos Colégios Dom Amando, Notre Dame e Santa Cruz, e das instituições PESC, CESSC, CECOIA e Jaguaré Caminhos. Durante o processo, os colaboradores foram convidados a responder a um formulário com questões sobre o ambiente interno. Em julho, com a divulgação dos resultados e uma excelente adesão da equipe, a Congregação de Santa Cruz recebeu oficialmente a certificação.

Para a Congregação de Santa Cruz, que tem como alicerce de atuação princípios éticos e cristãos, este reconhecimento é um importante marco. A certificação indica que a organização está empenhada em desenvolver melhorias para o ambiente interno, o que impacta diretamente as obras externas realizadas por meio de sua missão.  

Porém, este é apenas um passo nessa importante a trajetória que está sendo traçada. O Ir. Ronaldo de Almeida, CSC, presidente da Congregação de Santa Cruz, ressalta que ainda há muito a ser feito. “A certificação não é a etapa final dos nossos esforços, pois sabemos que o processo de aprimoramento e manutenção de um bom clima organizacional deve ser contínuo”, afirmou. “Prezamos por um espírito de família e igualdade entre todos que trabalham na Congregação de Santa Cruz, e espero que juntos possamos continuar cada vez mais no caminho certo”, concluiu.

O Domingo: ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 11,19a; 12,1-6a.10ab

Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.

Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.

Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

Salmo – Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)

R. À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.

10b As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
ce à vossa direita se encontra a rainha
com veste esplendente de ouro de Ofir.

11.Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
12aQue o Rei se encante com vossa beleza!
b Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

16Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real”.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,20-26.28

Irmãos: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos.

Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.

A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.

Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Reflexão

Conforme a Tradição da Igreja, a mãe de Jesus, uma vez terminada a sua vida aqui na terra, foi elevada ao céu de CORPO e ALMA. Quer dizer que o corpo dela não sofreu decomposição alguma. O corpo dela transformou-se como aquele do seu Filho na Ressurreição. O dogma da Assunção foi proclamado em 1950, pelo papa Pio XII, nestes termos: “A Imaculada Virgem, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma, à glória celeste”.

Na leitura do Apocalipse, a mulher na narrativa representa a Igreja perseguida pelo Império Romano no tempo do apóstolo e evangelista João, ou seja, simboliza o povo cristão, enquanto o Dragão simboliza o Império pagão. As estrelas simbolizam os 12 apóstolos e as 12 comunidades que são igrejas – 12 igrejas. Este trecho que a Liturgia aplica à pessoa de Maria significa a vitória da Igreja ressequida pelo povo pagão. Maria representa todo o Povo de Deus. Se ela venceu, todos nós, que somos seus filhos, venceremos nela. E qual é a importância para nós, o fato de Maria ter recebido a glorificação do seu corpo? É que Maria é humana igual à nós. Ela não é divina como Jesus (homem e Deus). Então Maria é NOSSA. Ela nos representa na luta pela Glorificação. Porque nós também queremos vencer e conseguir o prêmio da Glória no céu.

Maria ganhou a maior glória que todos nós cristãos almejamos: Desde a glorificação do corpo de Maria Assunta no céu, nós também temos a esperança de ganharmos depois da nossa partida deste mundo um corpo glorioso no céu. Jesus não nos prometeu apenas a imortalidade da alma. Ele nos prometeu a Vida Eterna pela ressurreição do nosso corpo. São Paulo escreveu na sua 1Carta aos Coríntios: “(nosso) corpo é semeado corruptível, mas ressuscita incorruptível; é semeado desprezível, mas ressuscita glorioso; é semeado na fraqueza, mas ressuscita cheio de força; é semeado corpo animal, mas ressuscita corpo espiritual”. Nós pertencemos a Cristo! Ainda segundo Paulo, “se Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos”, e ele acrescenta: “com um corpo espiritual” – que quer dizer Corpo glorioso. (1 Cr. 15,4244).

A mãe de Jesus, Maria, já foi glorificada. O seu MAGNIFICAT é um hino de vitória: “A minha alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador; porque olhou para a humildade de sua serva, doravante as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome! Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que o temem; manifesta o poder de seu braço, dispersa os soberbos; derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes”. Esses humildes são os rebaixados, pobres, que ficam elevados pela Graça de Deus.

Esse Hino de Glória agora é nosso. Maria, nossa representante, é uma campeã. Ela, como seu Filho Jesus, venceu a morte. O seu Hino de Vitória e de Glória tornou-se o Hino Universal dos cristãos em todas as nações em que existem discípulos de Jesus Cristo. É claro que tudo isso aconteceu pela Graça de seu filho, o Vencedor da Cruz, do Pecado e da Morte.

Maria não é uma deusa, mas ela é cheia de Graça pela Vida do seu filho Jesus. Maria é também a nossa mãe desde o dia em que Jesus, do alto da cruz, deu-a a todos nós quando disse a João: “Essa é tua mãe”. João ao pé da cruz representava a todos nós. Sua Glorificação no céu nos glorifica também! No céu ganharemos um corpo espiritual como escreveu São Paulo na carta aos Coríntios.

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa Páscoa. Amém.


 Pe. Lourenço, CSC

 

Colégio Notre Dame inicia comemorações de 60 anos

Cerimônia no Colégio marca a abertura das celebrações

 

O Colégio Notre Dame Campinas, que tem como mantenedora a Congregação de Santa Cruz, celebra, em 2021, 60 anos de história. Em meio a uma trajetória de vitórias e desafios, o colégio deu início, na última quinta-feira, dia 5 de agosto, às comemorações especiais pela data, contando com a presença de autoridades da Congregação e do Colégio na cerimônia de abertura.

Para contar essa história, é preciso fazer uma breve viagem no tempo em direção a 1961, quando os Irmãos da Congregação de Santa Cruz, já estabelecidos no Brasil há 10 anos, decidiram expandir sua obra educacional pelo país. A missão de encontrar um local para a instalação de um novo colégio da Congregação ficou a cargo do Irmão Paulo Schaefer, que vislumbrou em Campinas um grande potencial de crescimento.

 Após a escolha, Paulo Schaefer se uniu a diversas famílias da região em busca da doação de um terreno para a construção do colégio, o que se deu graças a Maria Amélia Bueno Vidigal, que doou uma área de 68.740m². A cerimônia para o lançamento da pedra fundamental do Ginásio Notre Dame Campinas aconteceu em 11 de dezembro de 1960.

As construções começaram no ano seguinte, em 1961, e as primeiras aulas da instituição foram ministradas em um sobrado alugado no distrito de Sousas. Em 1962, três dos prédios da instituição já estavam prontos e a escola passou a funcionar no local definitivo. A cerimônia oficial de abertura do campus ocorreu em 1° de maio do mesmo ano e contou com a presença de padres da Congregação de Santa Cruz e da igreja local, benfeitores e famílias da região, além de professores e alunos.

Assim iniciou-se a construção de uma importante história para a educação brasileira, edificada em conjunto por seu corpo estudantil, famílias e comunidade campineira, que tão bem acolhe a instituição desde sua fundação.

Este ano, para comemorar um marco tão importante na história da Congregação de Santa Cruz e do Colégio, uma série de ações foi especialmente preparada para a ocasião, sempre seguindo rigidamente todos os protocolos de segurança e higiene impostos pelas autoridades municipais e estaduais de saúde em face à situação pandêmica que enfrentamos.

Na cerimônia de abertura das comemorações, em que estiveram presentes Irmão Ronaldo Almeida- Presidente da Congregação de Santa Cruz e Superior do Distrito Brasil, Irmão Edson da Silva Pereira- Coordenador Geral da Pastoral da Congregação e do Notre Dame, Márcia Savioli- Coordenadora Geral Educacional da Congregação e Lorenço Jungklaus- Diretor do Colégio, houve o descerramento da placa comemorativa e entrega de troféus comemorativos para os funcionários mais antigos da casa.

Foram, também, abertas, no campus, exposições que remontam a grandes momentos da trajetória do Colégio Notre Dame Campinas. São 4 exposições: “Ontem, Hoje e Amanhã”, localizada na Praça Central; “Personalidades”, na Praça São José; “Memórias”, na Árvore Branca do E.M.; e “60 Curiosidades Sobre Nós”, no Hall do EF1. As instalações estão disponíveis para visitação de alunos e professores.

Parabéns, Colégio Notre Dame!

Dia dos Pais: o amor que fortalece

Reprodução: Pixabay

Há quem diga que, quando nasce um filho, nasce também um pai. Essa é uma fala comum porque, ao tornar-se pai, o homem torna-se também dono de uma força incondicional: algo capaz de levá-lo a extremos em busca da felicidade de seus filhos. Nasce também um novo tipo de amor dentro de cada um; um amor acolhedor, capaz de destruir barreiras. Por isso, nesse próximo dia 08 de agosto, comemoramos o Dia dos Pais e o dia do nascimento desses sentimentos tão lindos.

Na Bíblia, essa força e amor são representadas por José, pai terreno de Jesus e responsável por sua criação e educação enquanto ser humano. O santo, patrono dos irmãos de Santa Cruz e protetor da Igreja, aceitou Maria grávida do filho de Deus, permitindo que o Plano da Salvação fosse executado.

Muito de José se vê em Jesus, assim como muito dos pais se vê em seus filhos. Assim como José, Jesus nutria em si um grande respeito pelas mulheres, obediência às leis do homem e de Deus e valorização pelo trabalho, o que pode ser diretamente traçado de volta às essências de José. Mais do que exemplo de trabalhador e honestidade, José foi pai amoroso e leal a Jesus, cuidando e dando a Ele todas as condições para crescimento e desenvolvimento.

Sua lição paternal encontra-se no cuidado e no amor incondicionais que ofereceu a Jesus durante toda sua vida. José não entendeu tudo, mas tudo acolheu, assim como pais e mães ao redor do mundo fazem diariamente com seus filhos. Essa é a prova fundamental de seu carinho.

Durante a audiência geral, em fevereiro de 2015, o Papa Francisco deu importantes declarações sobre “o aspecto positivo da figura do pai de família”, e transmitiu aos presentes um pouco da importância da presença dos pais no núcleo familiar. “Sem a graça do Pai que vem do céu, os pais perdem a coragem a abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam de seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar”, afirmou o Pontífice. “Recordemos que o dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais”, concluiu Francisco.

Uma coisa é certa: existem muitos tipos de pais no mundo. Há pais extrovertidos e introvertidos; há aqueles com grandes gestos de demonstração de amor e outros, com formas mais tímidas de externar os sentimentos. Há ainda aqueles pais que são mães, e mães que são pais. Mas uma coisa há em comum entre todos eles: o orgulho e amor por seus filhos.

Desejamos a todos um feliz Dia dos Pais.