Coração de Jesus: Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas

A liturgia da palavra na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus neste ano litúrgico C nos apresenta a imagem do pastor. Esta, em sua realidade primeira, como se pode ler em passagens do Antigo Testamento, aparece associada a Deus, que tomou a iniciativa de vir ao encontro de seu povo para libertá-lo, salvá-lo, protegê-lo de falsos pastores (cf. Ez 35,1ss) e fazê-lo repousar em verdes prados (cf. Sl 22,2). A partir do Novo Testamento, a figura do pastor aparece relacionada a Jesus Cristo, aquele que veio do Pai para pastorear suas ovelhas, afirmou ser o bom pastor do povo de Deus (cf. Jo 10,11) e como pastor agiu (cf. Lc 15,1-7).  

Da imagem do pastor, pode-se extrair o essencial da solenidade do Coração de Jesus: a manifestação da misericórdia divina tornada concretude no mistério da encarnação do Verbo eterno. Ao irromper na nossa história humana, Jesus Cristo nos revelou o amor de Deus por nós e o consumou em sua entrega na cruz pela nossa libertação e redenção. De fato, como encontramos na Dei Verbum, Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus. Nele, o homem entra em relação íntima com Deus, com a misericórdia do Senhor, como, em palavras semelhantes, afirmou o Papa Francisco ao proclamar o Ano da Misericórdia: Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. (Misericordiae Vultus. Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia). 

No Coração de Jesus vemos a síntese da imagem do Deus Pastor, tanto naquele que nada reserva para si, mas se dá todo ao Pai em benefício da humanidade, quanto a manifestação da abundância da misericórdia divina, levada ao extremo da vida: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. ” (Jo 13,1). Jesus Cristo não nos amou só de boca, nem com palavras, mas em verdade e com grande caridade, doando-se como oferta agradável a Deus para a salvação da humanidade, desde agora e para sempre, isto é, nos concedendo o perdão de nossos pecados, erguendo-nos de nossas quedas, animando-nos na caminhada, sustentando-nos em situações difíceis, caminhando conosco. A misericórdia de Deus é desde sempre e para sempre- o traço mais notável de seu pastoreio entre seu povo, entre nós, celebrada e reconhecida desde tempos antigos. (Cf. Ex 34,6-7; Sl 145; Sl 103). Não podemos ficar indiferentes a tão grande amor! 

Que proveito tiramos de tudo isso para nossa vida em Santa Cruz, especialmente os padres e religiosos seminaristas, aos quais o nosso Fundador confiou o cultivo da espiritualidade e da devoção ao Sagrado Coração de Jesus? Além de ser um dia propício para renovar, no Coração de Cristo, a nossa vocação e nossa atuação missionária, é também uma oportunidade para reavivar em nós o propósito de levar o amor misericordioso de Deus, refletido no Sagrado Coração, a tantos quantos nos encontrarmos nesta vida, quer seja em nosso labor pastoral, quer seja em outras dimensões da nossa vida.  

Somos embaixadores da misericórdia do Senhor (cf. 2Cor 5,20). Essa é, de modo todo particular, o específico do ministério sacerdotal a ser vivido por meio dos sacramentos celebrados e do anúncio do Evangelho. É certo que, como afirmou o Concílio Vaticano II, todo batizado torna-se participante da vida de Cristo e, portanto, tem o dever de anunciar a misericórdia de Deus por meio das muitas atividades pastorais e missionárias assumidas na Igreja, pelo modo de viver a fé com fidelidade e amor na esfera religiosa e em outras dimensões da vida. Com efeito, tudo que é vivido e assumido com a caridade de Cristo torna-se extensão de sua misericórdia.  

No entanto, além do batismo, que incumbe, a quantos o recebem, o testemunho da misericórdia divina, há aqueles chamados pelo Senhor, a fim de que, por meio da Eucaristia, da Unção dos Enfermos e, de maneira especial, da Penitência, a misericórdia divina seja constantemente derramada nos corações dos seres humanos até a consumação dos tempos. Faz-nos bem recordar as palavras do Papa Francisco na Celebração Penitencial na ocasião da Solenidade da Anunciação do Senhor:  E então, queridos irmãos e irmãs, aproximemo-nos para receber o perdão. Vós, irmãos que administrais o perdão de Deus, sede aqueles que oferecem a quem se aproxima de vós a alegria deste anúncio: Alegra-te, o Senhor está contigo. Sem qualquer rigidez, por favor, sem criar obstáculos nem incómodos; portas abertas à misericórdia! De forma especial na Confissão, somos chamados a personificar o Bom Pastor que toma as suas ovelhas nos braços e as acaricia; somos chamados a ser canais de graça que derramam, na aridez do coração, a água viva da misericórdia do Pai. Se um sacerdote não tem este comportamento, se não tem estes sentimentos no coração, é melhor que não vá confessar. (Celebração da Penitência com o Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, 25-03-2022). 

Cada batizado, cada religioso consagrado é chamado a renovar o seu sim a Cristo e a Ele procurar conformar toda sua vida, a se configurar ao Coração de Jesus. Claro que isso não é um mérito nem fruto do esforço humano, mas é graça de Deus a ser acolhida por cada um de nós. E é chamado a fazê-lo para exercer, com grande humildade, zelo, dedicação e amor, o anúncio do Evangelho da salvação. No nosso caso, religiosos em Santa Cruz devemos, além de levar adiante a espiritualidade e devoção do Sagrado Coração de Jesus, de propagar a misericórdia do Senhor e de colaborar no pastoreio de Cristo por meio da consagração de nossa vida a Deus pela profissão dos votos, do carisma da nossa Congregação, do legado missionário deixado pelo nosso Fundador, isto é, a missão além-fronteiras e educação integral na fé em escolas, paróquias, formação, obras sociais, nós religiosos sacerdotes em Santa Cruz, devemos também exercer o mandato de Cristo, fazendo com que sua misericórdia se torne sacramentalmente presente, exercendo com diligência o ministério ordenado que nos foi confiado pela Igreja. Haveremos de nos assemelhar ao Coração de Jesus pelo sacramento da ordem, primeiro agradecendo imensamente esse dom particular recebido do Alto e depois vivendo-o, não em benefício próprio, nem numa atitude de sobreposição na vida em Comunidade Religiosa.  

Assim sendo, ao celebrar a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos chamados a reconhecer em Cristo a primazia da nossa vocação batismal, religiosa e sacerdotal e a tomada de consciência de nossa identidade como religiosos e padres em Santa Cruz, graças ao chamado do Senhor, que também nos obsequiou com o dom do sacramento da ordem. Louvemos ao Coração de Jesus por nos atrair a Si, pela Vida Religiosa e Vida Fraterna em Santa Cruz e peçamos a intercessão do Beato Basílio Moreau pela Congregação de Santa Cruz no Brasil e no mundo.   

Sagrado Coração de Jesus, que continuamente Vos ofereceis ao Pai pela salvação da humanidade e estais constantemente a nos abençoar e atrair ao Vosso Coração de amor, nós Vos agradecemos pela Vossa infinita misericórdia, com que nos cumulais todos os dias em nossas vidas.  

Concedei, Vos pedimos, à Vossa Igreja, um tempo de graça e de renovação espiritual, de unidade e paz, a fim de que ela manifeste a santidade do Vosso Sacratíssimo Coração no mundo e, por meio de sua ação sacramental, os seres humanos encontrem em Vós a misericórdia e o perdão. 

Abençoai a Congregação de Santa Cruz e tornai fecunda sua missão, no mundo, de educar mentes e corações para a sociedade e para o Vosso Reino de amor e paz, que está entre nós e ainda há de vir. 

Infundi em nós, religiosos em Santa Cruz, Vossa graça para ainda mais nos conformar a Vós; Vossa sabedoria e força para escolher e seguir, com determinação e fidelidade, Vossos caminhos. Em Vós, ó Coração de Jesus, depositamos o presente e o futuro da Congregação de Santa Cruz, como também nossos anseios, alegrias, esperanças e preocupações, nossos apostolados e todo o nosso viver.  

Enviai à Vossa Igreja e à Congregação de Santa Cruz, santas e generosas vocações, para que a santidade do Vosso Coração seja anunciada a todos os povos.  

Dia das Mães: a mais pura escolha de vida

Neste domingo, famílias se reúnem para celebrar a data em homenagem às mães 

Foto: Banco de Imagem

Tornar-se mãe é a escolha mais corajosa e pura feita por um ser humano. Carregar sobre si a responsabilidade de gerar e criar uma nova vida é a comprovação da missão do amor de Deus na terra. Mais do que conceber um novo habitante do mundo, as mães dedicam-se arduamente à construção de uma pessoa, moldando seu caráter e trilhando conjuntamente o caminho para uma vida feliz.  

Para ser mãe, é preciso ser forte. É preciso amar incondicionalmente uma vida que não lhe pertence, mas que lhe é oferecida por Deus para cuidar, criar, formar. É preciso ter calma, tolerância e paciência para respeitar e abraçar escolhas que, de alguma forma, não seriam as suas, e é preciso ter cuidado para assegurar aos filhos o que é necessário para que sigam em frente.  

Os filhos veem em suas mães um símbolo de afeto. Afinal, é o olhar da mãe que acalma os corações aflitos, e sua voz que alenta o primeiro choro do bebê ao nascer. O simples abraço de uma mãe é capaz de transmitir a segurança necessária para enfrentar todo e qualquer desafio.  

São as mães que carregam em seu coração os ensinamentos mais verdadeiros de Cristo. Sem medidas, julgamentos ou hesitação, por meio de seus direcionamentos, cada novo ser é apresentado à justiça, à verdade, à compaixão, à ética e à solidariedade. Dessa forma, o amor de Deus se manifesta pela primeira vez em cada coração: com o amor das mães!  

Em sua homilia, na missa na Solenidade de Maria Santíssima, o Papa Francisco ressalta as habilidades maternas e sua perseverança. “Quanto amor há nos seus olhos, banhados de lágrimas que, ao mesmo tempo, sabem inspirar motivos de esperança”, afirmou o Santo Padre. “O olhar materno é o caminho para renascer e crescer. “As mães, as mulheres, olham o mundo não para explorar, mas para que tenha vida”.  

Neste Dia das Mães, desejamos que todos os dias sejam destinados à sua celebração! Que sua família, pacientemente cuidada por você durante todos os dias de sua vida, permaneça unida e honrando seus ensinamentos e lhe cobrindo com o amor que você também lhes dedica.  

Feliz Dia das Mães!  

A Educação informa e transforma vidas 

Livre de dúvidas trazidas por fake news finalmente aceita iniciar seu calendário vacinal 

Da esquerda para direita, Ir. Ginaldo, D. Josefa Maria da Silva e Lilian Alves Bughi, coordenadora social da Congregação de Santa Cruz. (Arquivo Pessoal)

Dona Josefa Maria da Silva (71 anos) foi atendida pelo Projeto Educacional Santa Cruz (PESC), mantido pela Congregação de Santa Cruz em Paudalho, PE, desde a fundação do projeto até a chegada da pandemia, em março de 2022.   

Seguindo o protocolo sanitário então estabelecido, as atividades presencias do PESC foram suspensas e Dona Josefa, assim como todos os atendidos, permaneceram, por longo tempo, em isolamento social. Tempos depois, com a reabertura gradual dos serviços, os atendidos puderam retomar o vínculo presencial com o projeto. Mas, naquele momento D. Josefa não podia retornar.   

A desinformação trazida por fake news gerou, na idosa, insegurança e dúvidas sobre a eficácia da vacina contra COVID 19. A falsa divulgação de efeitos colaterais da vacina também contribuiu para que Dona Josefa se recusasse a tomar as doses. Por ser muito querida na comunidade, recebeu orientação e incentivo de muita gente, mas, apenas recentemente, recebeu a primeira dose do imunizante. Essa mudança de postura deve-se ao paciente e dedicado trabalho educativo realizado pela coordenadora social da Congregação de Santa Cruz, Lilian Alves Bughi.  

Lilian apelou aos sentimentos humanitários e cristãos de Dona Josefa, acrescentando, aos esclarecimentos sobre os benefícios da vacinação no controle da pandemia, os argumentos sustentados no amor ao próximo e na generosidade divina, que ilumina e orienta os profissionais da saúde para possam encontrar meios efetivos, como a vacina, de superar desafios, prevenir doenças e promover a saúde.   

Alimentada por sua fé e pelas informações fidedignas trazidas pela coordenadora, a idosa já recebeu a primeira dose e, inclusive, passou a multiplicar, na comunidade, a alegria que já experimenta diante da expectativa de voltar ao PESC, tão logo complete o calendário vacinal.   

A Congregação de Santa Cruz cumprimenta Dona Josefa por sua nova postura e agradece a Lilian pelo compromisso de amor e dedicação ao próximo, exatamente como expresso na essência da Missão da instituição.   

Programa Jaguaré Caminhos: 35 anos de história

Programa social da Congregação de Santa Cruz comemorou 35 anos no último dia 27 

Foto: Divulgação Programa Jaguaré Caminhos

Em 1987, 26 mães da comunidade Vila Nova Jaguaré manifestaram sua preocupação sobre o cuidado com seus filhos, uma vez que, na ausência de serviços extensivos de creche, não tinham com quem deixá-los durante o período de trabalho.  

Em outras palavras, a comunidade não contava com o atendimento para a educação infantil pública e, já naquela época, os valores para a educação particular em São Paulo ultrapassavam os orçamentos familiares. A solicitação daquelas mães encontrava-se perfeitamente com a missão deixada à Congregação de Santa Cruz por seu fundador, Pe. Basílio Moreau, de oferecer educação integral e de qualidade a todos, sempre com base na escuta e na necessidade real do local. 

A consulta ao Pe. Roberto Grandmaison, religioso da Congregação de Santa Cruz, que estava fora do país em ano sabático, resultou em resposta enfática: só daria autorização para a ampliação do projeto caso as lideranças comunitárias fossem respeitadas. Residente da Vila Jaguaré, Pe. Roberto era muito ativo e querido por lá. Justamente por isso, prezava pela preservação integral da identidade comunitária.  

Atendendo à solicitação das mães e ao direcionamento do Pe. Roberto, nasceu, então, a iniciativa que, anos mais tarde, viria a se chamar Programa Jaguaré Caminhos. O Programa tem como missão proporcionar educação em todas as dimensões, do saber formal, da ética, da moral e da religiosidade, para crianças, adolescentes, jovens e famílias do Jaguaré em situação de vulnerabilidade social. Assim, o Programa os auxilia a caminhar em direção ao desenvolvimento individual e social, com condições para o exercício pleno da cidadania.  

Hoje, o Programa Jaguaré Caminhos conta com uma estrutura completa e grande credibilidade por toda a sua trajetória e transformações propiciadas a vida de tantas pessoas. Atualmente, possui sete unidades distribuídas, sendo seis delas na Comunidade Vila Nova Jaguaré, em São Paulo (CCA Santa Cruz, CCA Bom Jesus, CEI Santa Luzia, CEI Vila Nova, CCP e CIE), e uma em Pinheiros (SAV), atendendo no total cerca de 1.500 pessoas por mês 

A Congregação de Santa Cruz deseja a toda a equipe de colaboradores e voluntários do Programa Jaguaré Caminhos um novo capítulo de muita prosperidade e serenidade, para dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido, com a participação de grupos e lideranças locais, sob inspiração da Congregação. Que Deus os abençoe e que Pe. Basílio Moreau ilumine a caminhada do Programa, em conjunto com a comunidade Vila Nova Jaguaré! 

Revista de Educação – ANEC publica artigo sobre a concepção educacional de Santa Cruz

Texto coloca em diálogo a educação de Santa Cruz e o pensamento do grande mestre-educador Paulo Freire 

A ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil) acaba de publicar um volume especial (dossiê) de sua Revista de Educação, reunindo escritos sobre o tema Educação, Educação Católica e Processos Dialógicos.  No referido dossiê, estão publicados 11 artigos e uma entrevista, em torno dos quais valorosas reflexões deverão se desencadear, contribuindo para a necessária atualização das questões propostas e para potentes projeções para o futuro da educação (em especial, da educação católica) no Brasil. 

Entre os textos, encontra-se artigo produzido em coautoria por nossos educadores de Santa Cruz, Irmão Edson da Silva Pereira e Profa. Márcia Regina Savioli.  Com o título Educação de Santa Cruz e o pensamento de Paulo Freire em diálogo: aproximações, os autores apresentam elementos para uma interlocução entre a proposta educativa de Santa Cruz-cujas bases foram lançadas pelo fundador- Basílio Moreau e o pensamento de Paulo Freire.  

Conforme a publicação, Moreau e Freire, ainda que muito distanciados na história e nos contextos sociais em que viveram, aproximam-se nas perspectivas mais importantes trazidas à luz por suas concepções educacionais, a saber: a formação integral do ser humano, condição ímpar para qualificar sua atuação cidadã consciente e responsável. 

Os autores acreditam que profícuas reflexões poderão advir da leitura da publicação, não apenas visando ao aprimoramento das propostas educativas em desenvolvimento nas escolas mantidas pela Congregação de Santa Cruz, mas também como inspiradoras para outras propostas educativas alinhadas em suas intencionalidades.   

E, por assim considerar, convidam à leitura do dossiê, acessível em https://revistas.anec.org.br/index.php/revistaeducacao/issue/current . O artigo Educação de Santa Cruz e o pensamento de Paulo Freire em diálogo: aproximações está publicado à página 84.  

Boa leitura! 

Dia Mundial da Educação: o caminho para um mundo melhor

No Dia Mundial da Educação, a Congregação de Santa Cruz celebra um dos pilares estruturais de sua missão

Hoje, dia 28 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Educação. Responsável por construir valor sociais, éticos e morais, essenciais ao desenvolvimento e formação integral de cada ser humano, a educação é a batuta que rege o mundo em que vivemos. Transmitir educação vai além das salas de aula e das atividades acadêmicas; educar significa moldar um individuo para que ele possa, seguindo seus princípios e habilidades, contribuir para a sociedade na qual está inserido.  

O Dia Mundial da Educação foi instituído em 2000, no Fórum Mundial da Educação. O evento tinha como principal objetivo firmar com os 164 líderes mundiais presentes o compromisso de levar a educação básica e secundária a todas as crianças e jovens do mundo até 2030. Os participantes assinaram o documento “Marco de ação de Dakar, educação para todos: cumprindo nossos objetivos coletivos”.  

A declaração apresenta ainda seis metas firmadas que deveriam ser seguidas pelos países concordantes. Estes objetivos buscavam facilitar e assegurar o acesso à educação de qualidade e eliminar desigualdades sociais e de gênero. Hoje, consideramos o dia 28 de abril como Dia Mundial da Educação em comemoração à realização deste evento, embora a data não seja oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).  

Para a Congregação de Santa Cruz, a data assume nova importância, pois celebra e incentiva um de principais pilares da edificação de sua Missão, proposta pelo Pe. Basílio Moreau, seu fundador, em 1857. Moreau fundou a Congregação com a missão de formar e fazer verdadeira a presença de Cristo no mundo por meio de obras apostólicas de educação e pregação. Ele, que hoje ocupa a posição de beato da igreja católica, acreditava que a educação estimula também a consciência cristã e a busca por novos conhecimentos, que auxiliam na construção de um mundo mais unido e de fé.  

A Congregação de Santa Cruz é orgulhosa mantenedora de três estimados colégios cristãos no Brasil: Colégio Dom Amando, em Santarém (PA); Colégio Notre Dame, em Campinas (SP); e Colégio Santa Cruz, em São Paulo (SP). Estas instituições de ensino trabalham na formação integral de seus estudantes, para que possam se desenvolver acadêmica e pessoalmente, através da promoção de inovação e caridade nas comunidades nas quais estão inseridas.  

Dentro das salas de aula, os Colégios buscam elevar o nível educacional, oferecendo ensino de alta qualidade e incentivando o pensamento crítico de seus alunos em relação às mais diversas questões do mundo. Fora delas, as escolas incentivam ações sociais que visam famílias em situação de vulnerabilidade social em suas comunidades, como a oferta de bolsas de estudo e projetos de auxílio à essas pessoas.  

Além dos Colégios, a Congregação de Santa Cruz mantém unidades sociais que promovem a educação em sentido mais amplo, transformando os cidadãos em sua totalidade para a geração do bem-comum.  

Solenidade de São José

Irmãos de Santa Cruz, discípulos missionários à exemplo de São José

            Revestidos de alegria pela solenidade de São José, Padroeiro Universal da Igreja, somos chamados a enxergá-lo de uma forma que vai além de um simples operário. Certamente não existem argumentos ou palavras que possam dar sentido à importância teológica que São José tem para o contexto bíblico. Porém, algo que podemos afirmar é que São José é antes de tudo um discípulo por excelência, por justamente deixar de lado seus desejos pessoais para fazer a vontade de Deus, fruto de um discernimento profundo, assumindo uma “relação” não comum em sua época com Maria de Nazaré e tornando-se Pai adotivo do Filho de Deus, “Jesus Cristo”. É visível que em um olhar significativo no “discipulado” de São José o Pe. Jacque Dujarie cria em 1820 na França à Associação dos Irmãos de São José, que em 1835 por questões de saúde confia a direção de sua associação ao Pe. Basílio Moreau, mais tarde em 1857 os Irmãos ficam conhecidos como os Irmãos da Congregação de Santa Cruz tendo São José como seu padroeiro oficial, o Sagrado Coração de Jesus como padroeiro dos Padres e Nossa Senhora das Dores padroeira das Irmãs e da Congregação de Santa Cruz.

            Percebe-se que São José é pouco aludido nos Evangelhos canônicos, só Mateus e Lucas inserem-no em suas narrativas. Em Mateus, José é adjetivado como justo (1,19), vale ressaltar que justo no Evangelho mateano está relacionado a quem pauta sua vida pela vontade do Pai. À vista disso, São José é chamado a colaborar na obra da criação e salvação (Mt 1, 20), Jesus de Nazaré provém de uma raiz divina, não só humana e histórica, mas, sua origem parte do Espírito Santo. São José abraçou uma ideia que nem sempre são evidentes e verdadeiramente compreensíveis pela racionalidade humana. Por isso, é sem dúvida o discípulo exemplar. Em Mateus (1,24), São José é abordado pelo Anjo do Senhor enquanto estava dormindo, em um sono profundo, longe de qualquer agitação, ativismo e perturbação participando de um discernimento profundo.

            Nós, Irmãos da Congregação de Santa Cruz, somos chamados a imitar a São José ofertando nossas vidas para uma causa que leva a Salvação, Salvação de todas as pessoas. Podemos afirmar que em 1820 já vivíamos uma ação profética em nossa caminhada educacional, pois estávamos levando esperanças para crianças inseridas em um mundo pós revolução francesa. Educávamos mentes e corações em um contexto em que à Educação era direito de poucos, onde uma minoria tinha acesso. Éramos Irmãos que arriscávamos nossas vidas com o objetivo de Ser e Levar Esperanças para jovens em um contexto difícil, não muito diferente da atualidade.

            É neste itinerário profético que ainda hoje século XXI, somos Irmãos a partir de Santa Cruz que busca viver as virtudes de São José, em um olhar fixado no seu discipulado, ofertando nossas vidas em vários lugares do mundo. Fazendo não as nossas vontades, mas à vontade do Pai e de seu Filho Jesus Cristo, que sentimos por meio da Oração e da Eucaristia, elas que nos leva a um discernimento que também é comunitário, nos ajudando no distanciamento do individualismo e egocentrismo. Em um mundo dilacerado pelo ódio, guerra, violência e injustiça, somos homens a partir de Santa Cruz dispostos a levarem as pessoas a enxergarem na Cruz sua verdadeira Esperança “Salve Cruz, Nossa Única Esperança”, especificamente a Cruz de Jesus Cristo, ela que nos leva a tolerância, fraternidade, respeito, justiça e ao amor, principalmente o amor ao próximo (Jo 13,34). Nossa entrega a partir de Santa Cruz está composta por missões duras e exigentes, por vezes nos encontramos em um caminho obscuro, mas sempre estamos dispostos a caminhar sentindo a presença de Jesus Cristo que se faz presente em todas nossas jornadas diárias por meio da Eucaristia, da oração e do apostolado.

            Portanto, somos Irmãos Religiosos que através de uma vida e missão pautada numa Educação que transforma, fazemos o Reino de Deus presente e atuante nesta história, tornando-se mais visível na humanidade. Sendo fiel a missão que nos foi dada, tornando “Deus Conhecido, Amado e Servido”, em diferentes contextos, épocas, grupos e comunidades. Em Santa Cruz somos homens que não fechamos os braços para o futuro, sendo assim, levantamos possibilidades que geram alternativas e caminhos que culminam na Esperança da qual nos leva a verdadeira Cruz de Jesus Cristo. Que possamos a cada dia inclinar nossos corações ao saudoso São José para que ele em comunhão com seu Filho “Jesus Cristo” nosso irmão, nos ilumine no caminho da paz, da fraternidade, solidariedade e da justiça para melhor fazermos parte do seguimento de Jesus Cristo, sendo coerente com àquele que morreu injustamente por “passar pela vida fazendo o bem”.

Ir. Severino Borges, CSC.

Ó Deus de bondade, que dispusestes São José como pai adotivo de Jesus, e protetor da Virgem Maria e da Igreja, concedei que por seus méritos e pelas virtudes, especificamente da fidelidade e da justiça, possamos também nós, sermos fiéis e justos diante de Deus e dos nossos irmãos. Que por sua intercessão, possamos vencer as dificuldades e tribulações, cultivar a verdadeira caridade, e sermos defendidos e protegidos na hora da nossa morte, rumo à Igreja Celestial. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

“Eu vivi por aqueles que servi”: Pe. Jacques-François Dujarié

A história da Congregação de Santa Cruz começa com o Padre Jacques-François Dujarié, padre da Diocese da Le Mans, na França. Sua determinação heroica para servir às necessidades materiais e espirituais dos pobres no país ajudou a fundamentar a missão de Santa Cruz ao redor do mundo.

Seminarista durante a Revolução Francesa, movimento que ordenou que todo o clero fizesse um juramento de fidelidade ao Estado, Dujarié se negou a fazê-lo e passou a viver sua fé na clandestinidade. Por muitos anos, Dujarié viajou por vilas disfarçado de pastor ou vendedor de limonada para que pudesse auxiliar os padres que ministravam escondidos. Em 1795, ele concluiu seus estudos e foi secretamente ordenado padre.

“Senhor, satisfaça-se em abençoar minha vocação, em ajudar-me no meu trabalho e em vestir-me com o espírito de força, caridade e humildade. Que nada me desvie do teu serviço!”

Pe. Jacques-François Dujarié

Com o fim da Revolução Francesa, a Igreja enfrentava a difícil tarefa de reconstrução, agora com pouco material institucional. Contava então com poucos padres, já que muitos foram exilados e até executados pelo governo revolucionário. Compelido a ajudar na tarefa educacional, defasada pelo período de ilegalidade, Pe. Jacques-François Dujarié reuniu, em 1806, um grupo de mulheres para ensinar os jovens em vilas próximas. Esse grupo foi batizado de Irmãs da Providência, que posteriormente se estabeleceriam como uma ordem própria.

Anos mais tarde, o clero da Diocese de Le Mans pediu a Dujarié que criasse um grupo de irmãos educadores para servir nas paróquias. Assim, ele fundou os Irmãos de São José, em 1820. O grupo cresceu rapidamente, o que fez com que o padre notasse o quão tênue era o grupo dos irmãos. Por isso, ele solicitou um grupo de padres para ajudá-los e dar coesão à estrutura.

“Insistam que os Irmãos ensinem aos alunos virtudes religiosas e para que eles os tragam para o conhecimento e amor de Jesus Cristo”

Pe. Jacques-François Dujarié

Com sua saúde se deteriorando, Dujarié buscou aprovação do Bispo para selecionar o Reverendo Basile Moreau para continuar seu trabalho. Dois anos mais tarde, no Ato Fundamental de União, os Irmãos de São José foram formalmente unidos ao grupo de padres auxiliares de Moreau, criando, assim, a Congregação de Santa Cruz.

“Dujarié for marcado pela providência para cumprir os desígnios da misericórdia divina para a salvação de muitos”

Beato Basílio Moreau

Os valores educacionais, sacerdotais e de caridade do Pe. Dujarié, cuja fé provou-se resistente às tentações do mundo, tornaram-se pilares fundamentais na missão de Santa Cruz, hoje espalhada em diversos lugares do mundo.

Em sua vida, dedicada completamente à missão cristã, Dujarié deixou para o mundo um legado de amor e educação. “Eu sou um padre para ser o consolo da viúva; o pai do órfão; o suporte do pobre; e um amigo para aqueles que sofrem”.

Nesta data, façamos memória a Dujarié e ao seu legado, vivo entre nós!

Integralidade da Educação de Santa Cruz é destaque na revista Educanec

Congregação foi destaque na última edição da revista sobre educação católica

A Congregação de Santa Cruz foi destaque na última edição da Educanec, periódico trimestral sobre a Educação Católica no Brasil. Na oportunidade, o presidente da Congregação, Ir. Ronaldo Antonio de Almeida, abordou a integralidade da educação de Santa Cruz, trazendo como referência as ações sociais em âmbito educacional promovidas pelo Centro Comunitário Irmão André (CECOIA).

Você pode conferir a matéria na íntegra abaixo ou ainda baixar a revista completa clicando aqui.


A Integralidade da Educação de Santa Cruz

Centro comunitário realiza ações sociais em âmbito educacional em Campinas, interior do Estado de São Paulo.

(por Ir. Ronaldo Antonio de Almeida)

A Congregação de Santa Cruz traz como pilar de atuação o trabalho missionário de educação integral de qualidade, desde suas origens, há quase dois séculos. Para isso, reforça, em seus colégios e projetos sociais mantidos, o espírito de transformação de vida através da educação acadêmica e social, promovendo ações que formem cidadãos íntegros, autônomos e participativos nas comunidades nas quais estão inseridos. O Centro Comunitário Irmão André (CECOIA), localizado em Campinas, no interior de São Paulo, é um dos projetos sociais mantidos pela Congregação e carrega desde sua instituição tal princípio. Através do oferecimento de atividades de acolhimento e fortalecimento de vínculos para crianças e jovens, o Centro contribui para a superação de aspectos desafiadores provados pela situação de vulnerabilidade social em que se encontram.

A entidade é certificada pela Phomenta em Boas Práticas em Transparência e Gestão e foi fundado em 1985 por um grupo composto por pais e mães da Associação de Pais e Mestres (APM), funcionários do Colégio Notre Dame de Campinas e religiosos da Congregação de Santa Cruz. Tocados pela filosofia da Congregação de “educar mentes e corações”, instituída pelo fundador Pe. Basílio Moreau, dão início ao Centro com o objetivo de acolher e transformar a vida de crianças e jovens, especialmente dos menos favorecidos.

Desde sua fundação, o CE-COIA atua na proteção social básica, ofertando o serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes de seis anos a 14 anos e 11 meses no contraturno escolar, nos dois períodos do dia. Atualmente, a instituição atende 180 matriculados. O Centro mantém uma série de atividades lúdicas culturais e de vivência que trabalham o carisma da Congregação de Santa Cruz e desenvolvem atividades que buscam favorecer a aprendizagem e o desenvolvimento humano em diversos contextos.

Por meio destas atividades, funcionários e colaboradores do Centro Comunitário Irmão André – CECOIA buscam, com plano de trabalho pautado na formação para a cidadania plena, sustentada por valores éticos e cristãos, proporcionar melhores condições de desenvolvimento pessoal e social para crianças e adolescentes. Dessa forma, o Centro pode assegurar espaços de referência para convívio grupal, comunitário e social, além de possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural dos atendidos e colaborar para a inserção, reinserção e permanência de crianças e adolescentes no sistema educacional.

Notre Dame CECOIA

Com o objetivo de concretizar o caráter de Entidade Beneficente de Assistência Social da Congregação de Santa Cruz, Colégio Notre Dame CECOIA (unidade de ensino vinculada ao Colégio Notre Dame Campinas) disponibiliza bolsas de estudo de 50% e 100% o CECOIA para crianças e adolescentes em comprovada situação de vulnerabilidade social. A iniciativa permite acesso à formação integral de referência, uma proposta educacional concebida, organizada e dirigida pela equipe de educadores do Colégio Notre Dame.

A estrutura do local é composta por seis salas de aula com equipamento multimídia, laboratório de informática, biblioteca, sala de recepção, refeitório, cozinha, pátio descoberto, dois parques, quadra descoberta, banheiros infantis e adultos, área verdade, sala de professores e 3 salas de Coordenação.

Molinha do Bem

Além das bolsas de estudo oferecidas, o CECOIA realiza ações de inclusão educacional que visam à colaboração integral em busca de educação social. Dentre os projetos criados destaca-se o “Molinha do Bem”, que ajuda a transformar sobras de papel sulfite e cadernos em novos materiais escolares para os atendidos pelo Centro Comunitário Irmão André (CECOIA).

O projeto foi criado a partir de uma iniciativa dos alunos do 5° ano do Colégio Notre Dame Campinas que, em 2016, se sensibilizaram com os alunos do Colégio Notre Dame CECOIA após uma cheia do Rio Atibaia, que alagou o entorno da escola.

Os alunos reuniram grande quantidade de material reciclado e, em parceria com uma grande rede de papelarias, fizeram a troca por cadernos e blocos de papel sulfite novos. O CECOIA manteve a parceria para dar continuidade ao projeto.

Em 2021, o projeto arrecadou 3.550 quilos de papel, resultando em R$ 5.325,00 para novos materiais escolares. O valor foi trocado por 40 cadernos grandes em brochura, que serão entregues aos atendidos do período da manhã; 137 cadernos grandes em espiral para os atendidos do período da tarde; 224 cadernos em brochura pequenos para as oficinas; 250 pacotes de 100 folhas de sulfite, entre folhas brancas e coloridas. O projeto, marcado pelo exercício da empatia e pela solidariedade, converge para ampliar e fortalecer o alcance da Missão de Santa Cruz no Brasil.


Ir. Ronaldo Antonio de Almeida é Religioso da Congregação de Santa Cruz há 20 anos e desde 2018 atua como Superior Distrital de Santa Cruz no Brasil e Diretor Presidente da mesma instituição.

Coordenação Geral de Serviço Social promove Webnar sobre a missão de Santa Cruz

Evento, em sua 5ª. Edição, incentiva reflexão sobre a Missão de Santa Cruz no Brasil

Reprodução

Em 26 de outubro, Lilian A. Bughi, coordenadora geral de Serviço Social da Mantenedora da Congregação de Santa Cruz, promoveu a 5ª. Webnar do grupo de assistentes sociais das unidades educacionais e sociais mantidas pela Congregação, abordando o importante tema “A missão e o carisma dos Assistentes Sociais de Santa Cruz”. Aproveitando o mês dedicado às Missões, a reflexão favoreceu a articulação das dimensões teórico metodológicas, ético-política e técnico-operativa do Serviço Social como profissão, dando destaque à Missão e ao Carisma da instituição.

Os eventos têm como proposta discutir temáticas, em que o fazer educativo se concretiza nas interfaces entre a Educação, o Serviço Social e as ações Pastorais. Foram conduzidos por talentos profissionais destacados entre os colaboradores da CSC. Na sua 5ª. Edição, a temática discutida relacionou a Missão em sua essência e o papel dos assistentes sociais nas unidades da Congregação.

Convidado, o Irmão Ronaldo A. Almeida, Presidente da organização e Superior do distrito Brasil da Congregação de Santa Cruz, não apenas se fez presente, mas deixou uma significativa homenagem ao grupo:  “Foi um importante momento para ouvir sobre a missão e o carisma dos Assistentes Sociais de Santa Cruz, bem como para escutar os vários relatos que as motivaram a cursar Serviço Social, destacando o desejo de ajudar ao próximo, de fazer a diferença na sociedade”. Irmão Ronaldo, a seguir, compartilhou trecho da Constituição da Congregação de Santa Cruz, que esclarece: “A missão não é simples, pois os tipos de pobreza que teremos de aliviar não são simples. Há uma cadeia de privilégios, de preconceitos e poderes tão generalizados na sociedade que muitas vezes nem os opressores nem as vítimas têm consciência deles…. O nosso zelo pela dignidade de todos os homens, filhos queridos de Deus, nos leva a ocupar-nos com as vítimas de todo tipo de sofrimento: preconceito, fome, guerra, ignorância, infidelidade, vício e calamidade natural. ”

À luz dessa valorosa reflexão, Lilian incentivou o grupo a perseverar em sua opção missionária, em favor de tantos desprivilegiados que vivem este difícil momento da história do país, agradecendo a partilha, o zelo, o sentido de pertença e comprometimento para com a Missão da Congregação de Santa Cruz, que tornaram possível nossa trajetória de mais de 77 anos de missão em terras brasileiras. Que o nosso fundador – Pe. Basílio Moreau, interceda por todos nós para que continuemos firmes na missão a nós confiada, na certeza de que juntos somos mais fortes!